sábado, 17 de outubro de 2026

Passeio de domingo

  São exatamente: 16:43. Acabei de chegar do mercado.  Agora vou arrumar o cabelo. Estou sem fome, comi bolo com café que manhinha fez, antes de sair.

   Meu dia foi tranquilo, as vendas hoje foram satisfatória para um sábado. Minha mãe não veio para cá. A comida foi feita lá na casa dela na 116. Por causa do problema no pé. Ela se recusa a tomar o chá de pata de boi, diz que sente enjoo por causa dos remédios que ela toma. 

    Consultei as cartas e perguntei se devo insistir em fazer cadastro nas plataformas de fotos e a resposta foi sim, que terá  público. A 1⁰ carta foi negativa, representa a minha preocupação com a família, com o julgamento das pessoas, com o que vão falar. Por isso teve o bloqueio. 

     Planejei ir amanhã conhecer o novo shopping no Lago Sul, mas ele só abre às 14h. Como eu tenho que estar aqui às 16: 40 para me arrumar e ir a missa na Catedral. Optei em ir depois que eu terminar de pagar a promessa. Amanhã seria o último domingo, mas não fui domingo passado porque minha mãe viu no DFTV que a missa seria na a Esplanada em comemoração ao dia de Nossa Senhora Aparecida. Como eu não gosto de multidão, não fui.

       No domingo retrasado também não consegui assistir missa porque teve novena às 19h e tem que retirar ingresso que já tinham se esgotado. Cheguei às 17:30 para missa dás 18h que não teve. Ainda faltam três missas.

       Pensei em ir também no Centro Cultural Renato Russo, hoje e amanhã está tendo um encontro das Academias de Letras. Mas no anúncio não fala as atrações, não me animei! Se for só uma feira de livros tô fora!.  

        Tem aula de dança também no Centro de Dança, Street Dance. Gosto do lugar, mas não estou curtindo fazer aula em turma, é isso!

        Tenho que me decidir o que vou fazer amanhã de manhã. 

         Hoje um conhecido meu me mandou mensagem me convidando para ir ao Clube. Essa é a 3⁰ vez que ele me chama. Dessa vez foi por causa das fotos. Fico muito constrangida em dizer não. Adoraria ir para o clube, mas não com ele. Esse cara tem o filme queimado comigo. Quando eu estava escrevendo meu livro Brasil Crescendo estava obcecada por um computador. Eu não tinha salário, mesada, ajuda financeira, nada! O negócio das marmitex era minha mãe quem tomava conta do dinheiro, fez muita besteira. Comi o pão que o diabo amassou. 

       Consegui um documento para retirar um computador velho do depósito da UNB, pedi ajuda para esse cara ir comigo. Ele aceitou, no dia fui até o prédio dele que era perto do meu e o mesmo não quis descer, mandou o irmão vir falar comigo que estava ocupado, não atendeu o interfone. Não pude ir buscar meu computador, fiquei muito chateada, era o sonho indo para o ralo.

      Passou uns dias, meu irmão foi comigo, quando estávamos chegando com o computador, dei de cara com ele que ficou muito constrangido. Outro dia ele estava usando droga com uma mulher e outro cara em baixo da minha janela, tinha um espaço coberto que atraia usuários e mendigos.  Eu morava no 1⁰ andar, ele não sabia qual era a minha janela. 

     Tudo isso é  coisa de mais de vinte anos atrás, ele pode ter mudado para melhor, pode ser um cara incrível  hoje,todos nós melhoramos, mudamos, vinhemos aqui na terra para isso. Não  tenho ressentimento nenhum. É que ele não faz meu tipo. Já conversamos muito pessoalmente, já me convidou para sair várias  vezes. Nunca rolou. 

      Quando lancei a 1⁰ musica ele me convidou para cantar na banda dele. Conhece minha família. Meu pai conversa com ele. Ele mora até hoje na 406N e eu morava na 407. Convivemos naquela redondeza lá por muitos anos. O irmão dele também é compositor, escreve mais do que eu. Mas pegou Aids, não sei se ainda está vivo. 

     

         

        

         

        

    

   

    

  

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