São exatamente:16:23. Acabei de chegar das compras. Encontrei o Barbosa lá, vizinho da minha mãe, conversamos um bocado e quando eu estava chegando no prédio da minha mãe tornamos nos encontrar, chegamos juntos. Se tivéssemos marcado não tinha dado tão certo.
Bom, meu dia foi tranquilo,. Tiramos uma geladeira das costas hoje pagando uma conta, a mais alta de manhinha. Mais um dia vencido. Estou pretendendo parar com o negócio de marmitex essa semana. Se tudo der certo a gente para. Vou fazer igual da outra vez, emitir um comunicado aos clientes que estão pegando. Não vou me dar o trabalho de mandar para os que não estão.
Se a velha macumbeira do café não tivesse feito trabalho para acabar com o meu negócio, estaríamos muito bem, mesmo assim eu iria parar por causa dos meus projetos e porque eu não gosto de trabalhar com isso, não é minha praia. Eu me esforço muito, quem ver pensa que wu adoro. Manhinha é quem gosta.
Aquele dia que o meu quarto foi invadido por formigas voadoras de madrugada, foi um enxame de formigas. Aquilo é indício que fizeram. A terra preta que apareceu no meu banheiro, depois que minha mãe saiu do banho, tambem é indício. Para desfazer é muito caro! Também quem faz perde tudo!
Uma vez um dono de restaurante lá da Fundação Educacional na 607N, fez, para acabar com o meu restaurante que ficava na minha casa. Fizemos um puxadinho. Eu morava em um terreno que hoje é um prédio enorme cheio de clínicas.
Ele tinha tanto cliente que a fila dava volta, era lotado todos os dias. Eu não era ameaça nenhuma para ele, mas nós fazíamos sucesso!
Uma vez ele foi buscar o freezer que pediu a gente para guardar porque tínhamos muito espaço, ele viu nosso restaurante cheio.
Um dia bem na entrada do portão, tinha uma macumba feita com galinha. Não me recordo disso porque não vi, chamaram minha mãe para ver. A cantina esvaziou, um tempo depois o dono vendeu o terreno e tivemos que sair. Fomos para 407. O restaurante durou uns quatro anos.
Passou pouco tempo, um dia eu estava chegando na UNB, dei de cara com o seu Valdeci o dono do restaurante vendendo marmitex em uma mesinha na calçada perto do banco do Brasil. Cumprimei, ele respondeu, e saí fora. Esse mundo dá voltas!
A velha do café, tinha restaurante aqui no meu prédio e agora vende café no cemafaro aqui da quadra.
