Trabalho
São exatamente: 20:40. Acabei de sair do banho, tomei uma café com pão de queijo. Antes de vir escrever. Não costumo tomar café esse horário, foi só para amansar o estomando enquanto escrevo.
Cheguei do Varjao agorinha. Quase cai dentro do ônibus na volta. Assim que passei na roleta, o ônibus estava vazio, tinha umas cinco pessoas no máximo! Isso deixa o ônibus leve. Ele fez uma curva rápida, só não cai porque segurei o ferro com muita força apenas com uma mão, a outra eu segurava a bandeira enrolada.
Hoje quando peguei o Nicolau para sair, dei de cara com a Leila do Vôlei gravando campanha com uma equipe de produção aqui embaixo das árvores no final da Asa Norte, tem um bosque.
Ela estava a metros de distância de mim. Nisso tinha dois funcionários a metros de distância dela, para impedir que pessoas se aproximem. Falei para eles que eu trabalho para ela. A funcionária foi lá contra a minha vontade falar para Leila. Eu pedi para ela não ir. Ela queria que eu fosse lá falar com a Leila. Eu não quis. A mulher insistiu, queria segurar o Nicolau para eu ir, não fui. Expliquei que eu sou tímida. A funcionária disse que a Leila disse que eu poderia ir lá, não fui. Não sou bajuladora.
Se fosse pelo menos a Madoona o Freddie Mercory. São meus ídolos. Trabalho para Leila por necessidade. Se não, nem saía da minha casa.
Tive um aborrecimento hoje, fiquei muito chateada. A coruja piou essa madrugada.
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