terça-feira, 29 de setembro de 2026

Estresse

    São exatamente: 19:50. Estou voltando para casa. Hoje consegui pegar um ônibus elétrico. É muito bom! Tem ar condicionado, vazio, confortável e sem barulho. 

     Para amenizar o sofrimento da vinda. O ônibus para o Varjao não está passando no Eixinho às 17: 40. Estou tendo que pegar o Itapua, descer na passarela e ir andando para o centro do Varjao, fico exausta! Porque eu ando 3,5 Km com Nicolau e não descanso, já tenho que ir para o outro emprego. Só sento para lanchar. Troco de roupa, me arrumo, escovo os dentes e saio correndo.

      Amanhã vou para L2 a tarde ver se consigo pegar um Varjao. Ainda bem que está acabando. Só vou sentir falta do dinheiro. 

      Vou acordar às seis da manhã para ver se consigo pegar um Varjao às sete e pouquinho e chegar às oito lá. A Cleide me pediu para ir ajudar a organizar o café da manhã que vão  oferecer para Leila, amanhã é aniversário dela. Vou porque sou obrigada, mas odeio bajulação, é só interesse, se não tivesse muita grana na jogada. Ninguém lembra nem que existe.  No meu aniversário nem minha mãe  me deu os parabéns. 

      Hoje no supermercado, tive um estresse. Cheguei em um caixa que não tinha fila. Uma mulher guardava as compras que deu mil e pouco, era muita coisa. Ela guardava bem de vagar. A moça do caixa esperando. Parece que a cliente fazia de propósito. Meu sangue foi esquentando com aquela sena. Eu estava com pressa. Tenho que descansar para andar 3,5 Km com o Nicolau. 

      Comecei a ficar muito encomodada com a lentidao da mulher guardando as compras. Fiquei olhando as horas e inquieta para ver se aquela rapariga se mancava. Aí que ela provocava e guardava bem devagar. 

      Aí reclamei----- É sacanagem! Ter que esperar guardar as compras toda para poder pagar.____É só ir para o caixa de auto atendimento respondeu a caixa.____Vou pagar com dinheiro, respondi. A cliente calada, se ela respondesse eu ia fazer barraco, e eu nem sou barraqueira, mas eu sou estressada. Aquela rapariga da caixa defendendo a cliente. Rebateu____ Ela está na vez dela. Meu sangue já estava fervendo na minha cabeça.____ A gente tem que ter respeito pelo próximo, empatia, eu pelo menos tenho. Respondi. A cliente veio digitar a senha, calada.  Eu me afastei. A vontade era de dar na cara daquela piranha. 

       Peguei meu celular e fingi que estava falando com alguém. ___Calma já estou saindo do mercado, para ver se aquela vagabunda se manca.



 

   

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