sábado, 18 de abril de 2026

Trabalho

  São exatamente: 17:25. Cheguei agorinha do mercado, estou criando coragem para cuidar da juba. 

   Meu dia foi muito tranquilo,  aproveito que as vendas são bem fracas no sábado e cuido da juba, lavo, hidrato, pinto. 

    Minha mãe me pediu para fazer broas, ela adora, ainda não sabe fazer. Fiz, quando ela tirou do forno, ela disse que se encontrasse uma menina esperta como eu iria chamar para fazer marmitex porque  não queria parar de trabalhar. Fiquei com dó,  mas não dá mais para mim.

    Eu nunca tive um trabalho que eu gostasse. Cheguei aos 50 anos, sem saber o que é isso. Quando eu trabalhava na escolinha no Lago Sul, só de ouvir a música do Fantástico acabando eu tinha vontade de chorar, foi o pior lugar que  trabalhei. Sofria muitas perseguições. Não vou falar dos outros para o texto não ficar longo. 

     O negócio de marmitex me dar o que eu mais aprecio na vida, liberdade. A primeira vez que fui trabalhar no shopping, eu tinha parado com as marmitex em 2012. Quando eu saí lá fora que vi o sol comecei a chorar. 

     Comecei a trabalhar em casa e ficar solta na rua com 17 anos e durou 17 anos. Parei com 34. Não acostumo trabalhar fora, fiz inúmeras tentativas. Não é para mim. 

   As perseguições é só mais um obstáculo que eu enfrento que acelera a minha saída. Tanto que eu nunca consegui chegar a 1 ano nos empregos. Quando completo nove meses vira um inferno! Nove é o fim de um ciclo, e o meu número de sorte. 

     

     

      

    

    



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